O LUX faz 20 anos

Quando soube que existia uma comunicação oficial do Lux-Frágil sobre 2018 e os seus vinte anos de existência, solicitei de imediato que me enviassem, pois, a casa será sempre a minha referência no que respeita a divertir-me à noite.

E mesmo, mudou o conceito do “sair a noite” onde tínhamos de percorrer “muitas capelas” para fazer uma boa noite. Sempre opinei que o Lux tinha várias noites, vários timmings, vários participantes e, claro, várias horas.

Passagem de ano no Lux, Lisboa 31 Dezembro 2005.

Recordo vários concertos, como as Rinôçérôse ou o memorável dos Scissor Sisters, várias mudanças na casa, tantas noites de riso, tantas noites de choro, dramas e alegrias. Segredos partilhados, vidas cruzadas no som e luz. Recordo um staff eficiente, uma segurança digna desse nome sempre atenta as pessoas e não para fazer bulying e um cuidado pela cultura do divertimento e encontro. A porta começou, para mim, com “o porteiro” chamado Miguel e que sempre foi um senhor na arte de abrir ou fechar portas.

E, esta casa tem uma equipa por detrás, óbvio, mas também um gentleman, Manel Reis, que revolucionou a cidade a todos os níveis, cultural, social e impôs um ritmo sem igual a várias zonas da cidade. Seja o bairro alto como o cais do trigo. Sempre com uma palavra amiga e simpática, é alguém que sempre me ensinará a arte de bem receber e estar.

Uma equipa de DJ’s exemplar que traz-nos sempre música e recordações. Seja o inigualável Leonaldo de Almeida como a Yen Sung ou o Dexter.

Enfim, mais que uma discoteca é um foco que impôs e liderou a cidade numa caminha de moda, design, cultura, música e mudança.

Do comunicado de imprensa:

“Mas voltemos ao início: nestes 20 anos fizemos as pessoas dançar, ouvir música e ficarem aqui mais tempo do que tinham decidido, tantas vezes até ao nascer do dia. A vida no Lux é uma vida fora de horas e esta parte sente-se por vezes ainda no dia seguinte.

Na verdade, pelos nossos cálculos, houve algumas dezenas de reuniões que não tiveram lugar, entrevistas de trabalho às quais os candidatos não compareceram, almoços de família onde parte da família não conseguiu comer, mentiras que tiveram que ser contadas, carreiras que não aconteceram, cursos que demoraram mais do que estava previsto, carros abandonados e rebocados, pais desiludidos com os filhos, filhos envergonhados com os pais, relações estáveis destruídas por aquela chama da promessa de uma noite.

Sentimo-nos responsáveis e queremos compensar-vos.

Ao longo deste ano vamos recordar-vos porque é que valeu a pena e porque é que o balanço entre os benefícios e os prejuízos é positivo.

Vamos fazer contas”

Obrigado Manel Reis, Obrigado LUX