Um prazer nada egoísta

É bom experimentar um prazer nada egoísta fora de Lisboa, saber que a gastronomia é apreciada em muitos mais sítios de Portugal. Fomos ao Egoísta no Casino de Póvoa de Varzim e experimentámos uma variedade de vinhos da Quinta de Lemos com uma carta fantástica do Chefe Hermínio Costa.

Um menu pensado especificamente para estes vinhos que representam o ex-líbris do Dão, focado nos produtos locais e na proximidade ao mar e constituído por:

– Welcome Drink | Quinta de Lemos Jaen Tinto

– Sapateira, Massa Brick e Anis Estrelado | Quinta de Lemos Dona Paulette Branco

– Tamboril Braseado, Amêijoas e Presunto Bísaro | Quinta de Lemos Manuela Rosé

– Vitela Mirandesa, Batata Ratte e Trufas de Outuno “Tuber Uncinatum” | Quinta de Lemos Dona Santana Tinto

– Marmelos, Requeijão e Geleia do Porto | Quinta de Lemos Alfrocheiro Tinto

A cozinha do chef Hermínio Costa tem várias influências, mas há uma enorme valorização dos sabores e produtos portugueses. A escolha é rigorosa e respeita inteiramente a sua sazonalidade. Uma das abordagens do chef é precisamente a reinterpretação criativa de alguns pratos tradicionais portugueses, mas mantendo sempre os sabores originais. No entanto, viajando com frequência para conhecer outras cozinhas do mundo, não despreza contributos que daí advêm, aos quais recorre para temperar com exotismo algumas das suas criações.

Situada junto ao mar e ao porto de pesca da Póvoa de Varzim, a cozinha do Egoísta não podia deixar de privilegiar esta relação de proximidade. Assim, os peixes e os mariscos da costa portuguesa, trabalhados pelo próprio chef de forma a conservar o máximo de qualidade e frescura, são dos principais protagonistas das cartas desenvolvidas por Hermínio Costa.

 

Os vinhos Quinta de Lemos reflectem as características do Dão elevadas ao seu expoente máximo, representando o ex-líbris da região.

Símbolo da nova geração de produtores do Dão, apresenta vinhos aspiracionais que começaram precisamente com o sonho de Celso de Lemos de criar um vinho exclusivo, em meados da década de 1990, quando compra uma vinha em Silgueiros. Desde que a marca foi lançada no mercado, a qualidade dos vinhos da Quinta de Lemos tem sido alvo das principais distinções a nível nacional e internacional.

A Quinta de Lemos é um dos únicos produtores que todos os anos produz vinhos monovarietais, que exibem as características individuais de quatro castas autóctones da região (Alfrocheiro, Jaen, Touriga Nacional e Tinta Roriz), trabalhando-as de forma especial. Apenas 20% das uvas retiradas das vinhas são utilizadas para a produção de todos os vinhos da marca, os 20% que respeitam os padrões de alta qualidade requeridos pela família de Lemos. Além dos monocasta, a marca produz todos os anos blends, elaborados também a partir de castas autóctones da região, que homenageiam as figuras femininas da família (Dona Georgina, Dona Santana, Dona Louise, Dona Paulette, Geraldine e Manuela).

O sentido de partilha fez com que Celso de Lemos quisesse juntar aos vinhos à comida e, num dos edificios mais bonitos de Portugal, surge a Mesa de Lemos, o restaurante da Quinta de Lemos. O edifício é assinado pelo arquitecto Carvalho Araújo, como a intervenção da decoradora Nini Andrade Silva, e foi distinguido como um dos cinco melhores edifícios do ano em que é inaugurado (2014) pela Archidaily. O Mesa de Lemos surge como um espaço privilegiado, enquadrado no ambiente da quinta, onde é possivel saborear e desfrutar das melhores harmonizações feitas à mesa com os vinhos Quinta de Lemos.