Bom vinho e uma gastronomia sem par

Foi o resultado da nossa visita à Herdade das Servas, perto de Estremoz. Experimentar bom vinho e almoçar uma óptima gastronomia. Um par que nos deixou rendidos ao local e às pessoas da herdade. Para além da paisagem deslumbrante entre o vinhedo, que com o tempo ameno que estava, mostrava a sua plena glória.

Primeiro, foi a visita à Herdade das Servas, fundada em 1998, pela mão de Mafalda Nunes. Embora, a herança de duas talhas datadas de 1667 e mais de uma centena de fontes históricas assegurem que a produção de vinho na família acontece há pelo menos 350 anos e 13 gerações.

Na adega, vinificam casta a casta. Só assim conseguem avaliar e decidir se avançam para vinhos varietais ou de lote, garantindo a máxima qualidade em cada opção. O estágio na cave é feito em barricas de carvalho americano e/ou francês. Depois de engarrafados, os vinhos repousam o tempo necessário e adequado a cada uma das marcas, para que possam adquirir a plenitude das suas características.

O enoturismo foi desde sempre uma “peça” fundamental no projecto Herdade das Servas. Receber e mostrar o processo de criação dos vinhos faz parte da filosofia. Isto, sem nunca esquecer as etapas de degustação vínica e harmonização gastronómica. Depois de uma visita guiada pela vinha, adega e cave da Herdade das Servas, a paragem aconteceu na sala de provas para fazer uma prova que compreendeu quatros vinhos:

Herdade das Servas – branco – colheita seleccionada

Herdade das Servas Alvarinho

Herdade das Servas – tinto – colheita seleccionada

Herdade das Servas – tinto – sem barrica

O almoço foi o segundo momento alto desta visita, situado na propriedade – mais propriamente no edifício da adega, cave, loja de vinhos e escritórios da Herdade das Servas –, o Restaurante Herdade das Servas está aberto todos os dias, ao almoço e jantar, à excepção de terça-feira. Em regime de concessão, Paulo Baía é o empresário que está no comando deste novo projecto, assumindo não só a propriedade do mesmo mas também a chefia de sala. A cozinha é assegurada pela sua irmã, a chefe Maria da Fé Baía.

Para além da mão extraordinária da chefe e da simpatia do serviço de Paulo Baía, temos a referência a experiência gastronómica de sonho. Desde a entrada em que experimentamos os típicos papa-ratos (Massa de farinheira frita, na altura de encher as farinheiras, sobrava um pouco dessa massa, então fazia-se os ditos, ou seja, gordura de porco, farinha, alho e massa de pimentão), passando pela empada de perdiz até às bochechas de porco que se podiam comer somente com garfo, de tão tenras que estavam, esta refeição fica na nossa memória. Por ela vale a pena uma viagem até à Herdade. Mesmo sem provar, ficamos com a promessa para voltar e pedir uma perdiz à glória (na foto de capa) elabora com uma receita centenária.