5 vinhos para o verão

Na semana passada fomos conhecer novidades da Real Companhia Velha, que nunca nos deixa de surpreender, a nós os clientes finais, pelo menos. Pela mão de Pedro Silva Reis, fomos introduzidos neste mundo novo para experiências inesquecíveis,

Cinco vinhos que nos vão encantar neste verão, em diferentes situações e oportunidades, mas com a mesma qualidade dos vinhos do Dourto.

A Quinta de Cidrô é mais do que uma marca de vinhos, é uma das cinco quintas que a Real Companhia Velha possui no Douro. Um propriedade que, desde 1996, tem sido pautada por uma viticultura moderna, traduzida na chamada “vinha ao alto”, e onde estão plantadas castas nacionais, mas também algumas internacionais. Uma realidade que tem contribuído para produção de novos estilos de vinhos e, deste modo, para um Douro moderno, com provas mais do que dadas.

Comecemos pelos brancos pelo ‘Quinta de Cidrô Alvarinho 2016’. Este branco é a prova de quão aberta é a “mente” da Real Companhia Velha, ao ousar trabalhar a casta rainha dos Vinhos Verdes na mais antiga região demarcada do Mundo. O resultado é um Alvarinho do Douro, de cor citrina levemente dourada, a denotar concentração. Com aromas finos e delicados, é intensa a presença de notas cítricas e flor de laranjeira, a contribuírem para a sua complexidade.

Encorpado e fresco, a mostrar na boca os sabores que se adivinham no aroma. Um branco longo e distinto, salientado por uma acidez estaladiça e saborosa mineralidade. Na adega, a fermentação e o estágio, de 6 meses, ocorreu em cubas inox. À mesa, acompanha preferencialmente peixe e mariscos grelhados.

Apesar de 2016 ter registado uma elevada amplitude em termos climáticos, com um Inverno quente e chuvoso, Primavera fria e muito chuvosa seguida de um Verão muito quente e seco, o ‘Quinta de Cidrô Chardonnay 2016’ impressiona pela concentração e intensidade, exibindo uma complexidade de aromas, como ananás, pêssego e pêra, harmoniosamente integrados com ligeiras nuances de madeira e notas amanteigadas.

De todos, o nosso preferido, é um refrescante e muito equilibrado branco, com um final de prova longo e persistente. Na feitoria, 80% fermentou em barricas de carvalho francês, onde permaneceu por mais oito meses em contacto com borras finas – método de bâtonnage -, enquanto 20% se ficaram pelo inox, a fim de assim se conseguir o equilíbrio desejado. Acompanhe este Chardonnay com pratos de bacalhau, mariscos e saladas.

Longe de convencionalismos apresenta-se há já alguns anos o ‘Quinta de Cidrô Gewürztraminer’. Da colheita de 2016 são pouco mais de 4.000 as garrafas deste monovarietal feito de uma casta originária da região da Alsácia, em França, fermentada sob condições modernas de controlo de temperatura e de protecção contra a oxidação, a fim de se conseguirem as características desta casta.

Um vinho extremamente original, a mostrar o forte e vincado carácter do Douro, onde mesmo uma “fruta” tão marcante como esta é transformada pelo terroir. Quis fazer-se um vinho onde os aromas e sabores do Gewürztraminer fossem evidentes, aliados ao carácter dos vinhos brancos do Douro, com uma estrutura, mineralidade e acidez muito própria. O resultado é um branco com aromas de líchia e rosa (tão típicas desta variedade) muito evidentes, mas ao contrário do habitual, seco, austero e com uma boa acidez, a pedir sushi, pratos de caril e saladas.

O ‘Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc’ é mais um emblemático monocasta da Real Companhia Velha. As uvas que lhe dão origem são esmagadas em prensa pneumática, seguindo-se a fermentação em cubas de inox, onde o vinho estagia durante três meses antes de ser engarrafado. Um branco de aroma muito expressivo – com leves notas de espargos, pimenta verde e toranja – bem integrado por uma evidente impressão de mineralidade. Na prova mostra-se um vinho rico e intenso, mas que preserva um sentido de leveza e frescura. É um Sauvignon Blanc que impressiona desde já, mas com potencial de evolução em garrafa. Uma excelente companhia para ostras, peixes grelhados e carpaccios.

O ‘Quinta de Cidrô Rosé 2016’ é elaborado, como se de um branco se tratasse, a partir das castas autóctones Touriga Nacional e Touriga Franca. Um rosé com intensas notas florais, combinadas com frutos vermelhos. Refrescante e equilibrado por uma boa acidez, apresenta um final de boca aveludado e mineral. A fermentação e o estágio, de seis meses, são em cubas de inox com controlo de temperatura. Uma boa proposta para acompanhar pizzas, carpaccios e saladas que sabem sempre tão bem no Verão.

O ano de 2015 traduziu-se em tintos de grande qualidade, que se mostram concentrados e muito complexos. Foi o que aconteceu com ‘Quinta de Cidrô Touriga Nacional’, um monovarietal feito a partir de uma cuidadosa selecção de uvas, fermentadas em cubas médias de inox com controlo de temperatura, tendo 50% do vinho estagiado em barricas de carvalho francês por um período de 12 meses.

Este Touriga Nacional é um vinho complexo com grande carácter varietal: aromas a frutos vermelhos e acentuadas notas florais. Embora intenso e expressivo, revela-se um vinho fresco e elegante, que dá imensa satisfação enquanto jovem e vibrante, sem contudo deixar de surpreender quem opte por aguardar a evolução em garrafa. A servir com pratos de caça, carne vermelha e queijos.

Para se chegar ao ‘Quinta de Cidrô Pinot Noir’, agora na colheita de 2014, é feita uma cuidadosa selecção nas parcelas desta casta, de forma a colher uvas em diferentes níveis de amadurecimento e produção, a fim de maximizar a qualidade e a expressão varietal em termos de acidez e carácter. Parte das uvas são desengaçadas manualmente; durante a fermentação é utilizado o método manual de “baixar a manta”, a fim de a conseguir uma extracção suave, capaz de providenciar aromas delicados.

O estágio ocorre por um período de 12 meses em barricas de carvalho francês, sendo 30% madeira nova. De cor rubi, este é um Pinot Noir com muita elegância e finesse, a revelar notas típicas de cereja e groselha harmoniosamente integradas com nuances de baunilha. Um final de boca longo e frutado, que se aperfeiçoa após umas horas de decantação. Nas recomendações gastronómicas está o cabrito ou cordeiro assado no forno e empadão de perdiz.

O perfil aromático e a forte intensidade e concentração do ‘Quinta de Cidrô Cabernet Sauvignon & Touriga Nacional 2008’ devem-se às condições climatéricas do ano. Um néctar, que depois de fermentado em inox, estagiou durante 18 meses em barricas de carvalho francês, 50% novas e igual parte usadas. Um repouso que lhe conferiu intensidade e complexidade, mas ao mesmo tempo finesse e elegância. Um tinto limpo e brilhante, de cor rubi. Equilibrado por uma excelente estrutura, mostra-se encorpado, sendo que os aromas de fruta preta, baunilha, tabaco e chocolate anteveem um enorme potencial para evolução em garrafa.