Mutações de Ouro e Prata de Virgílio Seco

A Casa-Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa, recebeu um dos mais conhecidos joalheiros portugueses, Virgílio Seco, e a sua mais recente exposição “Mutações de Ouro e Prata”. Composta por cerca de 30 peças de joalharia, desde colares, anéis, brincos e pulseiras, e dez objectos utilitários em prata, entre eles dois serviços de chá e castiçais, esta mostra estará na Galeria de Exposições Temporárias da Casa-Museu Medeiros e Almeida a partir de 26 de janeiro até 18 de fevereiro, com entrada livre.

Desde jovem e ao longo dos anos envolvido no mundo do antiquariato, reconhecido pela sua especialização nas artes aplicadas do século XX, Virgílio Seco lançou-se, no início dos anos noventa, na área da joalharia, dando largas a uma velha paixão até aí ainda por explorar. Passa então a criar joias em materiais nobres – ouro e pedras preciosas, na maior parte peças únicas – e rapidamente alcança reconhecimento e prestígio em Portugal e no estrangeiro, com numerosas mostras em galerias e museus nacionais (Museu dos Coches, Museu Soares dos Reis), mas também em Nova Iorque, Bruxelas, Paris, Bayonne, Mónaco, Madrid, Barcelona e Dubai.

Mais recentemente o consagrado joalheiro passa também a explorar a produção de objetos utilitários em prata, os quais pela primeira vez são apresentados ao público nesta exposição. Nestes e nas joias mais recentes nota-se um sentido de maior depuração e simplicidade, deixando em certa medida para trás a exuberância e ecletismo formal da primeira fase do seu trabalho.