Exposição “Cidade Gráfica. Letreiros e reclames de Lisboa no século XX”

No âmbito da programação MUDE FORA DE PORTAS, o museu apresenta no Convento da Trindade com a exposição “Cidade Gráfica. Letreiros e reclames de Lisboa no século XX”.

Esta exposição, com cerca de 70 peças, tem como objectivo mostrar um património que está a desaparecer da cidade, apresentando assim letras e letreiros já desactivados.

Em colaboração com o Projeto Letreiro Galeria (iniciativa que procura preservar os letreiros comerciais e industriais que estão desactivados, considerando-os património cultural e memória gráfica da cidade), o MUDE olha para a cidade de Lisboa pela perspectiva da publicidade e da cultura urbana, contribuindo para a preservação de um património gráfico reunido que urge estudar e permitir a fruição de uma memória cultural comum a todos os portugueses.

Devido à evolução dos grafismos, à reabilitação urbana e na sequência das próprias dinâmicas empresariais, que conduzem à abertura e ao fecho de lojas, muitos desses letreiros acabam abandonados, tendo como destino o ferro-velho ou o lixo, perdendo-se qualquer rasto sobre a sua história e o seu contexto.

Assim se perde também parte da memória de uma cidade e das referências estéticas que marcam várias épocas. Esta exposição, a publicação a ela associada e os debates que se preparam, procuram sensibilizar para esta questão e analisar a evolução deste meio de comunicação e publicidade, muito relacionado com o design, mas também com a arquitectura e o urbanismo.

A divisão desta exposição foi feita por tipologias de materiais. Começa com tabuletas de vidro, metais e portas guarda vento. Seguem-se letreiros de néon, divididos e agrupados por estilos de letras (sala de letras manuscrita e itálicos, sala de figuras e conjuntos de letreiros do mesmo estabelecimento, sala de letras sem serifas e estelizadas, sala de letreiros de grandes dimensões).

Como complemento foi feito um levantamento, nos Arquivos da Câmara Municipal de Lisboa e na Fundação Calouste Gulbenkian (estúdios dos irmãos Mário e Horácio Novais) de desenhos técnicos e fotografias de letreiros já desaparecidos, desde os mais icónicos néones dos telhados dos Restauradores e Rossio, até aos anteriores à era néon, que contextualizam estas peças numa evolução gráfica das fachadas de Lisboa.

26 Nov. 2016 > 18 Mar. 2017
Local: Convento da Trindade, Rua Nova da Trindade, Lisboa
Curadoria: Rita Múrias
Design Expositivo: Raquel Santos
Design Gráfico: Paula Guimarães
Exposição em colaboração com o Projecto Letreiro Galeria