À grande e à francesa

Era uma vez, um requintado Palácio, erguido em meados de 1781, onde aristocracia e bons vivants bailaram, se reuniram em faustosos banquetes e apreciaram obras de arte inéditas. Um Palácio distinto, quer pela esbelta arquitectura, como pela história e vivências, ao hospedar personalidades irreverentes associadas à origem de expressões como “farrobodó” ou, a também célebre, “à grande e à francesa”. Com o passar dos anos, a história permanece e retoma como escape à rotina quotidiana, numa “extravagante fuga ao banal”.

No renovado Palácio Chiado, as centenárias salas, de tectos abobadados e paredes revestidas de pinturas com alegorias mitológicas, acolhem agora sete alternativas de alta restauração e outras de entretenimento para o dia-a-dia da capital lisboeta, e de quem a visita. Assumindo-se como um espaço de referência na cidade, cosmopolita, une história e modernidade de forma intemporal. Uma obra-viva que renasce para o servir pela mão dos irmãos Gustavo e António Duarte, que desafiados por Duarte Cardoso Pinto, viram no espaço uma oportunidade de negócio única, que lhes permitiu aos três desenvolver um conceito original e inédito para a capital.

Frederico Valsassina interveio na arquitectura, concebendo um projecto onde o clássico e o moderno se encontrassem em harmonia e sem alterações de maior. O restauro das pinturas e vitrais, uma das prioridades da administração do Palácio, esteve ao cuidado de Elvira Barbosa cuja preocupação foi manter os traços originais e ser fiel ao passado histórico. Já a decoração do espaço foi feita pela arquitecta Catarina Cabral, que procurou peças sóbrias e intemporais que pudessem integrar o ambiente do Palácio sem se sobreporem à imponência dos seus detalhes e frescos. Projectou cada sala de forma independente, para que cada espaço seja único, tenha uma identidade própria e proporcione uma experiência diferente.

À entrada, o espaço apresenta um descontraído bar e abre caminho para uma seleção gastronómica de conveniência e mais acessível. De marcas-mãe reconhecidas, surgem o Burgers&Feikes (do U-try), com inovador conceito de alternativas inesperadas em pão de hambúrguer, o Meat Bar (derivado do restaurante Atalho), que só aposta em carne de primeira qualidade, o Local Chiado (pelo Local – Your Healthy Kitchen, criado pela blogger Maria Gray), apresenta comida que sabe bem e faz bem, numa vertente de alimentação saudável, e o Páteo no Palácio (do Páteo do Petisco), espaço dedicado aos petiscos tradicionais portugueses, considerado o ex-libris das petiscarias.

No bar, com consultadoria do Ás dos Copos, surgem vários cocktails de assinatura, com paladares e apresentação inesperados. Do próprio Palácio Chiado [Martin Millers Gin, Vinho Tinto, Poejo, Sumo de Limão], passando pelo Farrobodó [Vodka Stoli Elit, Bols Strawberry, Sumo de Lima e Framboesa], o Monteiro dos Milhões [Brandy, Porto Ruby, ovo, café e açúcar], o Marquês de Pombal [Licor de Ginja, kiwi, gengibre, sumo de limão e sumo de laranja], o À Grande e à Francesa [Rum Kraken, clara de ovo, sumo de limão, xarope de açúcar de alecrim e ananás], ou o 630 Contos [moscatel C.E.F Gin, sumo de limão e compota de pêssego], todos os cocktails veem os seus nomes retirados de um pedaço de história, uma figura ou expressão, associada ao palácio.

No 1o piso, o Palácio Chiado alberga mais um bar e três outros conceitos de alta restauração. A recepção é feita por um grande leão dourado que sobrevoa o Foyer, seguro pelo pé direito a 10 metros de altura, depois do bar, abrem-se as portas para as salas nobres: a Espumantaria do Mar (pela Espumantaria), com o acompanhamento do Chef Vítor Hugo (Chef Executivo do Sem Maneiras), com uma carta que une o espumante a sabores do mar preparados de forma inesperada; o DeLisbon (pela Charcutaria Lisboa), com enchidos, queijos e tapas de excelência, conta com carta e acompanhamento do Chef Vítor Sobral. Pela ala esquerda do Palácio, estende-se o Sushic Chiado, o conceituado restaurante de sushi, comida japonesa e asiática, eleito o segundo melhor restaurante de sushi do mundo, fora do Japão, salta a margem do rio Tejo para se hospedar em Lisboa, no Palácio Chiado.

Há ainda espaço para uma sala particular, a Sala Quintela, que pode ser alugada para eventos privados. Com capacidade para 16 a 25 pessoas, conforme o pretendido, o espaço pode ser alugado por particulares, para desfrutar de uma refeição de forma mais recatada, para um jantar entre amigos, ou para eventos profissionais. Para tal, basta entrar em contacto com o Palácio Chiado, indicar os detalhes e tratar da reserva.

Com um conceito diferenciador e único, um espaço de restauração num dos mais belos e carismáticos palácios da capital, a marca Palácio Chiado será consolidada através do desenvolvimento de várias ações. Eventos originais e marcantes, que terão sempre presente a herança histórica do Palácio, divulgando-a através de interpretações artísticas. Uma delas será, a título de exemplo, o aniversário do Palácio Chiado. Também o desenvolvimento de uma parceria com a MOSTRA, da autoria de Patrícia Pires de Lima, através do trabalho como curadoria de arte, irá garantir a exposição de obras de arte de forma temporária no Palácio.

O ambiente descontraído e uma oferta gastronómica de qualidade, fazem do Palácio Chiado um universo magnífico de arte, arquitectura, história e cultura agora à disposição de todos, para que o venham descobrir e viver.