Mais de cem anos ao serviço da cultura

Celebrar mais de cem anos ao serviço da cultura portuguesa é sempre algo de importante para a manutenção da identidade nacional. Mais, sendo fora dos centros habituais como Lisboa e Porto.

O Theatro Circo, em Braga, cumpre o seu 101º Aniversário a 21 de abril e chega à reta final de um ano que, sob o lema “O Século do Theatro”, desafiou a comemorar o passado perspectivando o futuro.
Passados precisamente 101 anos sobre a primeira abertura de portas, o público é agora convidado a comemorar os 101 anos de Theatro e os 99 que se lhe seguem com uma programação composta pela inauguração do quarto momento expositivo do “Projeto Memória”, pelo espetáculo de novo circo “Abril” e por uma noite de música ao som de Bed Legs e do Dj Terzi.

Sob a temática “O Theatro e o Futuro”, o quarto e último momento do “Projeto Memória” é inaugurado às 18h30 do dia 21 de abril e assinala o início das celebrações deste 101º Aniversário.
O ciclo de exposições que deu a conhecer o espólio narrativo da história centenária do Theatro Circo, reunido em parceria com a Biblioteca Pública de Braga, expõe por fim uma síntese dos conteúdos anteriormente revelados subordinados às temáticas da cidade, da arquitetura e da programação e ainda a versão completa do documentário “Histórias e Memórias”, produzido por Vasco Mendes. A exposição é de entrada livre e pode ser visitada até 21 de maio (terça a sábado, 14h30 às 18h30).

Mas, em dia de celebração, as portas da Sala Principal não podiam deixar de abrir e, por essa razão, a partir das 22h00 o palco é entregue a João Paulo Santos e a Elsa Caillat que apresentam em Braga o espetáculo de novo circo “Abril”.

Nesta performance contemporânea que traz de volta ao Theatro a magia da arte que inspirou o seu nome, João Paulo Santos, acrobata de mastro chinês e o único português com diploma superior em Circo, mergulha na busca de uma expressão comum com Elsa Caillat, artista e acrobata. O resultado percorre as misturas do encontro humano e artístico para dar à luz uma criação sensível, íntima e poderosa. Uma dança ritual, embriagante, que esquece as condições (mastro ou corda) para o reencontro franco e sem artefactos, corpo a corpo.