SmarT Fortwo “Para dois e basta!”

 

Normalmente, quando vou ensaiar um carro, tenho sempre a atenção de pesquisar informação sobre ele para ficar a conhecê-lo um pouco melhor.

Desta vez, não. Não por desleixo ou por desinteresse, mas por, primeiro, querer descobrir o carro de forma natural e, segundo, por ser um carro que dispensa apresentações.

O Smart Fortwo já vai na sua quarta geração desde 1998, ano em que foi lançado, e muitos são aqueles que têm ou já tiveram um. Eu, pessoalmente, nunca tinha sequer andado nele. Mas andei agora.

A motorização era a mais simples, com 71 cavalos, e a caixa de velocidades, mais complexa, automática de seis velocidades. Ora bem. Para começar, o carro é muito característico. Não vou dizer que é bonito, mas é extremamente atraente. Um pouco como eu! Com 2,69 metros é capaz de estacionar em qualquer lugar com uma enorme agilidade. Um pouco como eu! Tem prestações que não desiludem apesar de ter um motor tão pequenino. Um pouco como e… ehhh, não, não é bem isto que queria dizer! Tem fantásticas prestações com um motor tão eficiente. Isso, sim, como eu!

Bom, avançando. De todas as gerações do Fortwo, esta é que mais evoluiu em relação ao design. Está mais robusto – algo que faltava às anteriores – e com um certo charme. O modelo em que andei era, no entanto, de cor verde brilhante, o que lhe retirou algum. Vamos estabelecer aqui uma regra: qualquer cor que exista numa fruta não é apropriada para um carro. Se eu quisesse andar na estrada de laranja-escuro, metia rodas numa papaia.

O conceito deste carro nasceu de uma parceria entre a marca de relógios Swatch e a Mercedes-Benz e é algo que está bem patente desde o seu início. A possibilidade de conjugar cores nos painéis, as cores interiores, todo o conceito que está inerente ao Fortwo e a associação máxima de um estilo de vida a um carro é, na Smart, um claro objetivo.

Com cerca de dois milhões de unidades vendidas, é certo dizer que pequeno, só mesmo o tamanho. Para os que se queixam de que dois lugares não chegam, eu digo que sim, chegam e bastam! Se, mesmo assim, quiserem mais, podem sempre optar pelo Forfour.

A praticidade do carro é enorme, na sua utilização focada para o dia-a-dia e de um condutor e passageiro, ficando, talvez, a faltar, apenas, um pouco mais de arrumação no interior. O motor é pujante o suficiente – o baixo peso do carro ajuda, claramente, nessa tarefa – e os consumos conseguem ser inferiores a 4l/100km numa condução mais calma e cuidada.

É um carro que vai continuar na nossa presença por muitos e muitos anos.