Porque Portugal não é só o algarve em tempo de Férias

 

 

Fomos visitar o  Museu José Malhoa nas Caldas da Rainha e voltamos a perceber que Portugal tem muita coisa a revelar. No tempo de férias, este lugar é uma possibilidade de descanso e de rever a cultura portuguesa.

A ideia da criação de um museu dedicado à obra de José Malhoa e onde a mesma se enquadre na panorâmica artística contemporânea deve-se a António Montês, que, desde 1924, deseja aproximar o Artista das Caldas da Rainha, terra natal de ambos.

Em 1926, correspondendo a sugestão de Montês, Malhoa oferece “Ao Povo das Caldas” o óleo “Rainha D. Leonor”, obra que estará na génese da instituição. No ano seguinte, constitui-se a “Liga dos Amigos do Museu José Malhoa”. O Pintor adere decisivamente ao projecto em 1932, quando oferece os primeiros quadros para o Museu.

O património do Museu José Malhoa constitui-se essencialmente através de ofertas, por meritória iniciativa dos fundadores, os quais, em nome da “Liga dos Amigos do Museu”, exercem acção determinante para a aquisição de obras de arte, de uma forma sistemática e coerente, orientada para um projecto museológico, cujo principal obreiro e grande dinamizador foi António Montês, director do Museu até alcançar o jubileu em finais de 1966.

José Malhoa, caldense de nascimento, é a figura tutelar do Museu e em torno da sua pintura – aqui presente no maior núcleo reunido – se organizam e articulam os acervos, distribuídos por núcleos de pintura, desenho, escultura, medalhística e cerâmica das Caldas. De todas as obras do Museu, temos a destacar a via sacra de Bordallo Pinheiro, uma reconstituição da peça clássica da paixão de Cristo.

Horários

Terça-feira a Domingo: das 10:00 às 17:30 horas.

Encerramento ao público: Segundas-feiras, 1 de Janeiro e 25 de Dezembro.

Contactos Email: mjosemalhoa@drcc.pt  Telefone: +351 262 831 984  Fax: +351 262 843 420